Programação: a nova forma de pensar dos adultos do futuro

Programação: a nova forma de pensar dos adultos do futuro

Entenda por que programação se tornou algo essencial na educação de crianças do Ensino Fundamental



A tecnologia digital que envolve o mundo cria uma necessidade para o ensino das próximas gerações. As milhares de aplicações, que vão além da engenharia e dos cursos de computação, vão continuar expandindo sua área de atuação e se tornarão ainda mais essenciais para a sociedade. Então nos perguntamos: quando a programação deve ser introduzida na educação?

Assim como as noções de um segundo idioma e de alguns conceitos de Matemática, a programação deve ser introduzida no cotidiano dos alunos desde o começo da vida escolar — mais especificamente, no Ensino Fundamental I. Apesar de serem consideradas exclusivas para os estudantes focados nas Ciências Exatas, as lições de programação são importantes na formação de todos os jovens e adultos, a fim de que se tornem criativos e preparados para organizar a própria vida.


É importante desassociar o que conhecemos como programação das telas lotadas de comandos e regras engessadas. Programação, hoje, está presente tanto na ciência e na engenharia quanto em profissões criativas, como arquitetura, fotografia e design. Portanto, é imprescindível apresentar esse universo às crianças, preparando-as para a profissão que desejarem e para os desafios lógicos futuros.


Assim, a programação precisa ser vista como um pilar indispensável na Educação Infantil e, dependendo dos interesses do estudante, deve ser levada até o Ensino Médio. Contudo, para manter a disciplina desafiadora, é necessário utilizar diferentes ferramentas e estudar aplicações variadas de conceitos ensinados desde a pré-adolescência.


Programar é desenvolver o raciocínio

Trocar maçãs e dividir fatias de torta são meios visuais de apresentar matemática; tais problemas cotidianos envolvem números mesmo quando não os conhecemos — isso também acontece na programação. Todas as atividades rotineiras são compostas por uma série de etapas que aprendemos ao longo do nosso crescimento, seja na escola, seja com a família: observá-las e descrevê-las é o princípio da programação.

Atos banais como se vestir, tomar banho e preparar um bolo são claros exemplos de tarefas feitas em sequência para a conclusão de um objetivo. De certa forma, descrever o processo dessas atividades é análogo à criação de algoritmos, que, por sua vez, são os primeiros passos para a elaboração de um programa.


Sendo assim, ensinar a observar ações e descrevê-las, seguindo (ou não) palavras reservadas e formatação específica, é uma das formas de ensinar programação. Atividades práticas, como executar tarefas prescritas e criar soluções para problemas em grupo, são alternativas divertidas para a introdução desses conceitos.

O aperfeiçoamento das capacidades também é uma forma de prepará-las para a fase adulta e para outros problemas cotidianos dessa etapa da vida. Responsabilidade financeira, organização doméstica e uma rotina bem planejada são conhecimentos fortalecidos pelo ensino de programação na infância.


Como a programação forma um adulto organizado?

Ao nos depararmos com algum problema, é provável que tentemos visualizar todo o contexto e os possíveis desdobramentos das soluções mais óbvias. Assim, encontramos diversas alternativas para a solução daquela situação e escolhemos a que apresenta o melhor resultado. Mas como chegar até ela?

Essa espécie de previsão, importante para lidar com as milhares de responsabilidades diárias, é uma habilidade adquirida nos primeiros anos da vida adulta. Felizmente, o processo de aprendizado pode ser catalisado por ensinamentos durante a infância, sendo a programação uma ótima alternativa. Crescer com esses conceitos atrelados ao dia a dia escolar garante facilidade ao visualizar etapas de tarefas mais complexas dentro e fora da instituição de ensino.

Mas não se engane. Introduzir programação durante a infância não uniformizará o raciocínio dos pequenos; na verdade, ensinar os conceitos da disciplina os prepara para desafios ainda não vistos, melhorando a capacidade de abstração e o planejamento.

Partindo do abstrato para as telas

Dando prosseguimento à disciplina, a programação em computador deve ser apresentada. Para isso, há uma série de aplicativos e softwares adaptados para o público infantil. O Scratch, por exemplo, criado por professores e pesquisadores do conhecido Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), fornece as ferramentas necessárias para a criação de animações, histórias, jogos e programas simples.

Uma alternativa mais atrativa para o público brasileiro é o mDesigner. Baseado no Scratch do MIT, o software também utiliza programação em blocos e exatamente a mesma liberdade proporcionada pelo programa de inspiração, mas adiciona linguagens de alto nível (C++ e Python) e, com isso, permite a evolução do aprendizado dentro do próprio software.

Dentro do mDesigner, crianças e iniciantes no mundo da programação conseguem criar seus próprios códigos de uma maneira fácil e intuitiva, usando o sistema conhecido como “drag and drop” (do inglês, significa clicar, arrastar e soltar), no qual blocos com funções divididas por cores são utilizados para ir montando sua programação. Nesse software, as seções são bem delimitadas, e o feedback acontece em tempo real, ajudando os usuários a assimilar todo o processo de forma muito mais rápida.


A vantagem do mDesigner é a versatilidade, pois, conforme o programador vai aprimorando suas habilidades, não necessita migrar imediatamente para outra plataforma de desenvolvimento. Quando a programação em blocos não for mais um desafio, o usuário poderá tomar mais espaço e, finalmente, partir para as linhas de código — também disponíveis dentro do software — sem abrir mão da visualização em tempo real. Partindo disso, os blocos podem servir de guia de aprendizado para as linguagens “C++” e “Python”, aproximando o programador de softwares comerciais de programação.

Nesse sentido, a plataforma é um bom lugar para iniciantes, já que eles podem aprender a programar com o sistema simplificado de blocos em "drag and drop" e, à medida em que forem evoluindo, podem continuar seu aprendizado com mais liberdade e partindo para desafios maiores (com as linhas de código, palavras reservadas e outros conceitos mais avançados).

Sua instalação também é super simplificada: basta baixar para começar a utilizar; da mesma forma acontece no mobile, que tem uma versão adaptada para dispositivos Android e iOS. O mDesigner pode ser utilizado quando e onde quiser.

Módulos, robótica e sensores

A etapa subsequente à introdução aos computadores é a introdução aos sensores, capazes de criar meios de comunicação entre o mundo exterior e os códigos feitos nas máquinas para finalmente demonstrar aos jovens programadores como os aprendizados anteriores se mostram no dia a dia.

Novamente, a Microduino oferece alternativas interessantes e já presentes em várias instituições brasileiras. A marca conta com uma variedade de equipamentos e ferramentas acessíveis para o ensino de programação nos mais diversos níveis de profundidade.





O IdeaBit é um desses exemplos. A placa tem conexão USB, LEDs, sensores de luz, botões e sensores sensíveis ao toque, além de fácil interação com o mDesigner. Com o objetivo de democratizar a programação, levando-a ao alcance de crianças, jovens e adultos que buscam dar seus primeiros passos nessa área, o IdeaBit tem valor acessível e facilidade de uso. Seu conjunto de sensores e atuadores integrados é mais que suficiente para estimular o desenvolvimento de soluções, permitindo estudar seu funcionamento em dispositivos modernos, como smartphones e tablets, bem como integrá-lo a diferentes projetos.

Por fim, o estudante, já apto para programar, tem o raciocínio lógico aguçado para propor e construir alternativas para a resolução de problemas cotidianos. Se seguir carreira nas ciências exatas, terá uma base sólida no ensino de programação e uma boa bagagem de conhecimento para começar os estudos no ensino superior ou técnico. Se optar por outra área, ainda contará com as habilidades desenvolvidas com a inserção ao mundo dos códigos e poderá utilizá-las como um grande diferencial. Quer saber mais sobre a importância do ensino de programação?


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